Oceano de Fogo Escrito por Linda Crist Dirigido por Denise Byrd Produzido por Carol Stephens Screens por Judi Mair Artwork por Lucia Tituo gráfico do episódio por MaryD Prólogo Externa - Colinas do Deserto - Dia É um dia ensolarado.Muito ensolarado, de fato.Pelas colinas, o calor emana do chão do deserno como uma miragem.A única vegetação à vista são algumas poucas moitas secas.O vento bate no solo, levantando areia em cruéis redemoinhos de poeira. No topo de uma montanha, Xena e Gabrielle aparecem vestidas em apropriados trajes do deserto.Elas arrastam-se sobre a crista de uma duna e descem do outro lado.Suas leves botas deixando fundas pegadas na areia atrás delas.Nenhuma delas parece muito feliz. Gabrielle: Você tem certeza que nós viramos no caminhinho certo no Mar Morto? Xena: Sim, sim, tenho certeza. Xena(continua para si mesma): Eu acho Gabrielle para e olha em volta por algum tempo, desembaraçando a barra de sua longa túnica que se enrolou em volta de suas pernas.Ela suspira em frustração e então cospe algo. Gabrielle: Pah!Blergh!Eu odeio o gosto da areia. Xena: Então mantenha sua boca fechada. Os olhos de Xena piscam travessamente e ela olha para o lado de Gabrielle, que abre sua boca para protestar bem na hora que outra nuvem de poeira rodopia entre elas, lhe dando outra boca cheia. Gabrielle: Urgh. Ela cospe novamente e encara Xena, que lhe dá um sorrisinho irônico. Xena: Eu lhe avisei. Ela continua andando e Gabrielle arrasta-se para alcançá-la. Gabrielle: É..bem, minha boca não é o único lugar cheio de areia.Não acha que deveríamos achar um lugar pra nos lavarmos um pouco? Xena: Está ficando um pouco impaciente, minha barda? Gabrielle(resmungando sarcasticamente): Você sabe o quanto eu gosto do deserto. Xena: Não é a única.Mas deixe-me lembrar que não fui eu quem precisei desta pequena viagem. Gabrielle para e coloca ambas as mãos na cintura. Gabrielle: O que você está querendo dizer, hein? Ela continua andando. Gabrielle(continua): Você acha que é minha culpa?Xena!Não há 'Efeito Gabrielle'.Eu juro! Xena(zombando): Uh uhu. Gabrielle: Xena! Xena: Eu amo quando você diz meu nome. Gabrielle lhe dá algo muito próximo de "O OLHAR", e anda depressa em frente.Xena ri levemente e balança a cabeça, então continua a passos largos até alcançá-la, e coloca uma mão em seu ombro. Gabrielle se esquiva. Xena(continua suavemente): Gabrielle, me desculpa. Os olhos de Gabrielle se estreitam e ela considera o pedido.Xena sorri e ela não pode deixar de sorrir também. Ela estende uma mão e Xena aceita, enlaçando seus dedos juntos enquanto elas continuam a andar. Gabrielle: Obrigada.Xena, realmente não é minha culpa que o Graal tenha vindo parar na minha mochila. Xena: Eu sei, mas eu iria estar muito feliz de estar livre disso e da má sorte.Dragões cuspidores de fogo.Fantasmas.Subordinados ambiciosos. Gabrielle(rindo): Xena, isso não foi má sorte.Nossa vida era assim antes de estarmos com o Graal. Xena: Verdade.De qualquer modo ele precisa voltar pra onde pertence.A voz de Merlin saindo de sua mochila no meio da noite me dá arrepios. Sem mencionar que ele teve alguns momentos embaraçosos. Gabrielle cora. Gabrielle: Eu fico imaginaod por que Galahad queria tanto o Graal se isso supostamente trás má sorte. Xena: Eu também, mas conhecendo Merlin, ele colocou na sua mala sabendo que nós iríamos fazer a coisa certa colocar de volta no templo de onde eles tiraram. Ela para e cheira o ar e sorri largamente. Xena(continua): Vamos, seu banho espera.Tem água na próxima subida. Ela cheira o ar de novo e franze a sobrancelha. Gabrielle: O que foi? Xena não responde, mas as guia rapidamente para o topo da duna.Abaixo delas há um lindo oasis com uma brilhante lagoa, rodeada com viçosa grama verde e muitas altas palmeiras.Do outro lado da lagoa há um bando de cavalos Àrabes de várias cores, alguns pastando, e alguns tomando água. Gabrielle(continua): Oh.Eles são lindos. O rosto de Xena mostra dor e sua resposta é quase um sussurro. Xena: Sim, eles são. Gabrielle coloca uma mão em seu ombro. Gabrielle: Você está bem? Xena: Sim.Apenas..Eu achei Argo num bando como esse.Não muito longe daqui. Gabrielle: Sério?Xena, você nunca me disse que você esteve nesse lugar antes de nos conhecermos. Xena:(tristemente): Nunca veio à tona. Gabrielle coloca seu braço em volta da cintura dela. Gabrielle: Quer falar sobre isso? Xena tenta um sorriso e devolve o abraço, acenando levemente. Xena: Foi logo depois de eu conhecer Hercules. Logo antes de conhecer você.Eu estava num dos tempos de mais solidão de minha vida. Gabrielle: Se você estava tão sozinha, por que não voltou até Hercules?Ele era seu amigo. Ele teria lhe recebido Xena.Depois do que ele fez por você, ele não era o seu herói? Xena: Herói?Não.Mentor, talvez, mas eu nunca pensei nele como meu herói. Além disso eu era teimosa demais.Eu tinha que descobrir algumas coisas sozinha. Xena sorri para Gabrielle e acaricia seu cabelo. Xena: Vamos, vamos aproveitar essa água. Gabrielle estuda sua intenção e lentamente acena positivamente, aparentemente aceitando a mudança de assunto.Elas caminham de mãos dadas em direção à lagoa. FADE OUT: FIM DO PRÓLOGO. ATO 1 FADE IN: Externa - Oasis no Deserto - Dia Xena está dentro da água que bate pra cima de seus joelhos, sua cabeça inclinada para um lado.Gabrielle está sentada no barranco, com seus pés pendentes na água.Seus cabelos estão molhados, e suas roupas do desertp estão penduradas numa linha amarrada entre duas palmeiras.Os cavalos ainda estão pastando, enquanto fica de olho nas duas visitantes de duas pernas. Gabrielle: Você acha mesmo que há peixe aí? Xena: Claro. Gabrielle: Como você sabe?Você escuta eles?Ou só sente a presença? Xena sorri como uma criança numa loja de doces.De repente ela afunda as duas mãos na água e retira dois peixes de bom tamanho.Ela os joga no barranco e então afunda na água.Ela emerge e deixa a água, os raios de sol criando interessantes figuras em sua pele molhada.Gabrielle parece hipnotizada enquanto a observa e sorri timidamente quando Xena lhe dá um olhar esperto.Xena joga-se ao lado dela e elas começam a limpar os peixes. Gabrielle: Xena, como os peixes chegam aqui.Não ná rio ou córrego fluindo pra lagoa.A fonte é obviamente subterrânea.Não há água por milhas.Eu posso ver sementes de árvores, e sementes de grama flutuando no vento, mas peixe? Xena: Um dos grandes mistérios da vida.Talvez eles sejam peixes subterrâneos e nadem aqui em baixo. Gabrielle a olha ceticamente, sem ver a expressão brincalhona de Xena. Gabrielle: Uhnn..Eu acho que você está me provocando. Xena começa a responder, mas quando ela olha pra cima, um Palomino muito parecido com Argo se aproxima delas e as observa, antes de começar a tomar água.Bolhas se formam na água e ele balança a cauda num ritmo satisfeito. Xena: Ela era como ele. Gabrielle somente olha para ela como se estivesse esperando uma rápida mudança de assunto e continua trabalhando em seu peixe. Xena(continua): Eu sempre serei grata a Hercules por me dar uma chance e me ajudar nos primeiros passos em direção a minha mudança de vida. Eu tentei me convencer que eu o amava, mas honestamente, o que eu realmente quis foi ser igual a ele. Gabrielle começa a rir e Xena para, e olha para ela indignada. Xena: O que é tão engraçado? Gabrielle brevemente a toca no braço e a abraça. Gabrielle: Me desculpa.Eu apenas estava pensando, que ocorreu o contrário quando eu te conheci.Eu tentei me convencer que eu estava te seguindo porque eu queria ser igual a você, quando na verdade estava te seguindo porque estava apaixonada por você. Xena: Pelo menos você tinha uma desculpa.Eu gastei várias noites sem dormir tentando achar uma razão lógica para ter deixado você ficar viajando comigo. Elas encaram uma a outra, quase timidamente e Xena toca o rosto de Gabrielle acariciando sua bochecha antes de continuar. Xena: De qualquer modo...Hercules...Eu não poderia ter ficado com ele.Eu não acho que teria lugar para dois egos de guerreiros naquela mistura.E ainda tinha Iolaus.E francamente, eu teria estragado uma parceria que funcionava realmente bem sem mim.Então eu fiquei na minha. Gabrielle: Para onde você foi? Xena: Pra nenhum lugar.Pra todos os lugares.Eu estava perdida como se minha própria pele não servisse mais em mim.Eu vaguei pela Grécia por um tempo.Mas eu não tinha amigos e uma porção de inimigos.Eu nem mesmo sabia o que estava procurando, algo diferente do que estar longe de brigas com pessoas que me queria morta. Gabrielle: Imagino que eles não tiraram as recompensas por sua cabeça automaticamente, só porque você decidiu se redimir, hein? Xena: Não. O olhar de Xena cruza a lagoa e olha uma égua com seu potro por um momento, ela sorri tristemente. Xena: Eu lembro de dizer a Hercules que tudo que ele fazia era para honrar a esposa e os filhos que Hera tirou dele.Aquilo era a inspiração.E eu lembro de ter dito que eu não tinha nada parecido com aquilo em minha vida.Eu sabia em meu coração que eu não iria encontrar se eu ficasse com ele.Então enquanto eu vagava, eu procurava algo que me desse um senso de direção. Ela olha para Gabrielle e seus olhos se encontram por um longo instante.Xena termina de limpar seu peixe e pega o de Gabrielle para terminar.Gabrielle aperta seu ombro e levanta-se. Gabrielle: Eu estou ouvindo.Apenas acho que deveria alimentar a fogueira. Ela se move para a fogueira e coloca alguns pedaços de palmeira seca. Xena: Depois de um tempo, eu fiquei cansada de fugir de caçadores de recompensas.Eu não tinha dinheiro e eu não podia mais usar meu método preferido para conseguir. Gabrielle(suavemente): Saquear. Xena cora de vergonha e olha para baixo. Xena: Sim.Então eu vendi meu cavalo e aluguei um barco em direção ao Egito.Eu estava tomando o longo caminho de Creta para Cyprus e ao longo da costa, entregando cargas enquanto seguia em frente.Eu esperava que talvez trabalho honesto e o ar salgado limpassem minha mente.E de algum modo limpou, porque o capitão nos fazia trabalhar tão duro que eu não tinha tempo pra pensar em outras coisas.As coisas estiveram bem por um tempo... Gabrielle: Mas você acabou aqui.Eu imagino que você não fez todo o caminho pras bandas do Egito. Xena: Não. CORTA PARA: Externa - Deck do barco - dia - 36 verões atrás. A loucura de Rob o fez balanças pra cima e pra baixo nas ondas do oceano.É uma pintura familiar visivelmente lida.No deck várias figuras trabalham em diversas tarefas - Decorando velas, remendando redes, pescando e limpando o convés.Xena está esfregando o deck, sua atenção parte no esfregão, parte no mar aberto diante dela.O capitão caminha olhando o trabalho progredir, fazendo comentários aqui e ali.Ele passa por Xena e a empurra com o cabo de sua luneta. Capitão: Mantenha a cabeça no trabalho.Nada de sonhar acordada! Xena rosna atrás dele. Xena: Sim capitão. Ela redobra seus esforços por um momento, mas olha novamente para o mar e suas emoções baixam.Sua expressão é de grande tristeza e nós vemos flashbacks de algumas pilhagens e saques do passado.O capitão passa novamente e desta fez lhe dá um forte pancada nas costas. Capitão: Você foi contratada para trabalhar pra mim, então você irá trabalhar! De repente Xena vai pra cima dele, suas mãos em volta de seu pescoço, e eles rolam pelo convés desferindo vários socos um no outro.A aborrecida tripulação os rodeia, felizes pela diversão.Logo os homens os estão incentivando e fazendo várias apostas ao lado. Eles continuam a brigar e logo estão de pé numa luta completamente de murros.Um marinheiro tenta intervir e Xena meramente lhe dá um chute circular,fazendo-o voar pelo convés, enquanto ela continua a encurralar o capitão.Ela pula nele novamente e puxa uma adaga de sua bota, o empurrando e pressionando contra o seu pescoço. O capitão se joga contra ele tanto quanto consegue, mas ela o tem preso.Seus dedos acariciam a lâmina da adaga, e há um olhar assassino em seus olhos. Capitão: O que você vai fazer?Me matar? Os olhos dela piscam com clareza, enquanto ela percebe o que está fazendo. Capitão: Melhor reajustar sua mente agora, mas de qualquer modo, você perde.Se me deixar viver, eu vou te espancar por criar um motim.Se me matar, meu braço direito ali, vai te espancar por motim e assassinato.É isso que você é?Uma assassina sanguinária? Xena empalidece diante da palavra assassina e seu corpo inteiro treme como se ela fosse fisicamente atingida.Ela olha para o homem que ela chutou e estremece percebendo que ele era o braço direito.Ela estuda a adaga em sua mão e lentamente a joga no convés.Ela se rende, e dois marinheiros a aprisionam. O capitão se recompõem, esfregando seu pescoço e olhando para as correndes em seus pulsos e tornozelos com satisfação.Ele a circula, coçando a barba. Capitão: Dê-lhe querena! Num piscar de olhos os marinheiros amarram Xena na ponta da verga e a içam na água, deixando-a pendurada de cabeça para baixo.Seus tornozelos estão amarrados à cordas laçadas na verga, seus punhos à cordas que desaparecem embaixo do navio.Ela nem mesmo luta com quem a capturou. Toda tripulação pendura-se no parapeito, assistindo em antecipação.Xena olha fixamente para o mar, seus olhos fixos no horizonte.Enquanto eles a afundam, ela toma fôlego e desaparece embaixo do barco. A tripulação se precipita para o outro lado do barco, esperando até que finalmente sua cabeça escura emerga na superfície.Ela faz barulho, ofegando por ar enquanto eles a puxam para bordo e começam a desamarrá-la. CORTA PARA: Xena e Gabrielle estão sentadas ao lado do fogo, comendo seus peixes. Gabrielle: Xena!Pelos deuses! Xena: Relaxe.Eu posso segurar minha respiração por um longo tempo.Eu nadei até o Tártaro, lembra? Gabrielle: Eu tento não pensar muito sobre isso.Aquilo foi um tempo razoavelmente assustador para mim. Eu tinha acabado de voltar da Academia de Bardos e ainda me sentia mal por ter lhe deixado daquele jeito.E então, você simplesmente larga tudo pra ajudar Marcus.Eu...eu achei achei que você realmente quis voltar. Xena abaixa seu prato e segura a mão de Gabrielle. Xena: Quer saber o que me manteve nadando durante tanto tempo para a superfície, naquela segunda vez? Gabrielle: O que? Xena: Com todas as forças, eu rezei pra qualquer deus que fosse escutar, que você estivesse esperando por mim ao lado do lago. Gabrielle(suavemente): Xena, você não reza. Xena: ...a menos que eu esteja desesperada.Se você estivesse na margem, eu teria toda razão para continuar.Se não... Xena engole seco e olha pra baixo, olhando para suas mãos dadas.Ela respira fundo, pisca e levanta o olhar. Xena: Você me jogou um salva-vidas naquele dia.Quando eu emergi e vi você sentada ali, eu pensei que eu poderia caminhar sobre a água o resto do caminho. Gabrielle aperta a mão dela e passa sua outra mão sobre os próprios olhos uma vez, antes dela pegar seu prato e começar a comer novamente. Gabrielle: Então o que aconteceu depois deles lhe darem querena? Xena: O capitão estava tão cheio de desgosto por eu ter sobrevivido, ele me jogou num pequeno barco e me pôs em terra firme na primeira chance que teve.Me deu comida pra três dias e um frasco de água.Ao menos ele me deixou com minhas armas.Infelizmente, ele me colocou num lugar esquecido por Deus.Eu vi alguma pobreza no reino do Chin, e alguns países selvagens nas Estepes com as amazonas do norte, mas nada tinha me preparado para o deserto Árabe. CORTA PARA: Ext - Dunas no deserto - Dia - 36 verões atrás Uma feroz tempestade de areia está soprando.Xena tropeça sobre o solo, mal conseguindo enxergar.Ela cobre sua face com a ponta do turbante e mantém uma mão em sua frente. Xena: Filho duma bacante! Ela continua, tossindo quando a areia rodopia em volta de seu rosto.Repentinamente ela colide em algo e sente que isso é grande e coloca seu rosto próximo dessa coisa , piscando. Xena: Uma árvore?Não pode ser. Ela agarra a árvore com ambas as mãos e ajoelha-se, encostando-se contra o tronco.Ela afunda seu rosto na túnica que está vestindo.Um braço em volta de sua cabeça, e o outro pendendo mole ao seu lado.Seus dedos começam a contrair-se e ela agarra um punhado de algo, primeiro cheirando e depois provando.Ela cospe fora. Xena: Grama. Ela cheira o ar cautelosamente e tosse várias vezes, então cheira mais. Xena: Aaaagghhh! Ela rasteja em seus pés e mãos, sentindo o solo em sua frente enquanto vai.Ela para e nós ouvimos um barulho de água enquanto ela afunda a cabeça em um pouco de água.Ela ergue a cabeça de novo e grita ruidosamente, então volta e novamente submerge o corpo inteiro, roupas e tudo.Ela emerge com outro grito e nós ouvimos um borbulhar qenquanto ela bebe vorazmente. CORTA PARA: Externa - Oasis no deserto - dia - 36 verões atrás. A tempestade acalmou-se e é óbvio que algum tempo já se passou.Nós podemos claramente ver o oasis agora, um grande bando de cavalos pastando em volta.Um Palomino dourado trota em direção a água bufando.Esta é Argo I.Ela para quando atinge a beirada, olhando desconfiada para a grande massa empoeirada que aparece sentada na água.Cautelosamente, ela entra na água até que atinja sua barriga.Ela cutuca a figura e esta pula pra fora da água. Xena: Ahhh!O que??! A figura se sacode esvoaçando areia, revelando a cabeça de Xena.Ela havia adormecido durante a tempestade, sentada com a água a altura de seu ombro.Ela Mergulha e sua cabeça reaparece.Ela vira-se e vê Argo poucos passos mais longe.Ela sorri. Xena: Oi.. Xena inclina sua cabeça para o lado. Xena: ...garota. Xena levanta um pouco e levanta sua mão.Argo a olha e relincha, cuidadosamente cheirando sua mão, lambendo-a um pouco.Ela bufa e afasta-se parando a uma curta distância da beira.Ela relincha novamente e empina uma vez chutando o ar com um casco. Xena ri. Xena: Eu desperto a mesma reação em todo lugar.Eles ou corre ou querem gritar comigo.Você é uma das que fez os dois ao mesmo tempo. Xena levanta-se e caminha para o barranco até sua roupa molhada. Argo recua, mas ainda não corre.Xena a observa mas não lhe faz nenhum movimento amigável.Finalmente ela encolhe-se e caminha até uma palmeira de onde remove a pesada e molhada vestimenta e revista sua volta procurando a mochila que deixou embaixo da árvore.Ela veste a túnica que usualmente usa por baixo de seus couros e se estabelece, montando acampamento. Argo se move para mais longe e começa a pastar, mas continua a olhá-la curiosamente.Xena balança uma palmeira e consegue alguns cocos, os parte tomando o leite antes de começar a escavá-los.Ela levanta uma sobrancelha para a égua, e então cuidadosamente joga um pedaço de coco no meio do caminho entre ela e Argo. Argo pega com passos hesitantes, e morde o coco algumas vezes antes de engolir.Ela fica na sua.Suas orelhas agitam-se constantemente e sua cauda balança numa agitação nervosa.Finalmente ela dá a última mordida somente alguns passos de Xena.Ela come e olha para Xena em expectativa. Xena sorri e segura outro pedaço, seu braço completamente estendido.Argo cheira e morde o coco, mastigando ruidosamente.Ela termina e se aproxima mais, cutucando o braço de Xena e sapateando no chão. xena: Ah, uma maluca por doces.Lembrarei disso. Ela oferece outro pedaço e coça o nariz de Argo e sua testa, enquanto termina o coco. Ext - Oasis no Deserto - Noite - Presente - Tempo de X&G. Agora está completamente escuro, e o fogo está crepitando brilhante.Xena e Gabrielle ainda estão sentadas juntas num cobertor, aconchegando-se.O céu sobre suas cabeças está coberto com estrelas cintilantes.Os cavalos ainda estão lá, aparentemente passarão a noite. Gabrielle(rindo): 'Uma maluca por doces'.Cara, tenho que dizer, a gosto dela por doces nos colocou numa encrenca aquela vez com os Sitianos.Tudoo por algumas maçãs. Xena: Não sei o que foi pior, o gosto de Argo por doces ou o ensopado de nabo do Joxer. Gabrielle(segurando o estômago): Urgh!Por favor, eu acabei de comer! Xena: Mas acho que as maçãs começaram todo o problema. Xena sorri compreensivamente e puxa sua mochila, tirando de dentro um pacote. Xena: Sim, parece que as garotas de minha vida sempre estão pegando encrencas com doces. Ela alcança o pacote para Gabrielle.Gabrielle pega, cheira e seus olhos alargam-se maravilhados. Gabrielle: Pão de noz! Ela abre o embrulho e tira um pedaço oferecendo para Xena.Enquanto Gabrielle devora seu doce,ela percebe a atenção de Xena e para, corando. Gabrielle: Oh deuses...Eu nunca vou deixar de gostar disso? Xena a puxa numa chave de braço e lhe bagunça os cabelos antes de soltá-la; Xena: Não. Gabrielle(rindo levemente): Eu era quase uma criança naquela ocasião. Xena: Uma criança muito fofa, eu recordo. Eu lembro... Ela afasta-se e sorri saudosamente por um momento. Gabrielle: Lmebra do que? Xena: Quando você disse que eu era linda, eu fiquei desconcertada.Não literalmente desconcertada como você estava, claro, mas... Gabrielle a cutuca com o cotovelo nas costelas. Gabrielle: Você! Xena(rindo):Hei! Ela afasta-se rapidamente algumas polegadas elas brincam lutando um pouco antes de voltarem para seu aconchego. Xena: Eu lembro de desejar que você sentisse o mesmo sobre mim quando não estivesse drogada.E o quanto eu me surpreendi ao perceber que estava desejando aquilo. Gabrielle(suavemente): Eu me sentia...você sabe, daquele jeito. Xena: Sim, agora eu sei.Mas naquela hora, tudo que eu sabia era que eu tinha alguns sentimentos com os quais não sabia lidar. Gabrielle: Ao menos você reconheceu o que eles eram.Eu pensei que tinha sido acometida de alguma febre permanente que me fazia ficar sonhando acordada todo o tempo ou tombar contra as coisas em dias bastante claros. Xena se inclina e beija Gabrielle suavemente, então aproxima-se até que suas cabeças se encostem. Xena: Oh, eu sabia o que eu estava sentindo, certo.Eu estava me apaixonando por uma criança.Eu me lembro de ficar lembrando se eu poderia aguentar até você crescer. Gabrielle: Você faz eu soar como se fosse um filhotinho. Xena acaricia a cabeça dela divertidamente. Xena: Whoof.Mas você provou o quanto crescida você estava não muito tempo depois.Lembra da água gaseificada de Salmonius? Os olhos de Gabrielle ficam tristes e ela olha pra baixo. Gabrielle: É outro tempo sobre o qual não gosto de pensar.Mas cara, Argo deu tudo por você.Ela era um cavalo esperto. Xena(sonhadoramente): Certamente era. CORTA PARA: Externa - Oasis no Deserto - 36 verões atrás Xena está parada ao lado de Argo, coçando sua crina e sua franja, e a alimentando com pedaços de coco.Xena olha e recua, e ergue sua mala, jogando-a sobre os ombros.Ela está vestindo sua pesada roupa novamente. Xena: Eu não posso ficar aqui para sempre. Ela olha em volta para o pacífico acampamento. Xena: Então... Ela olha para o sol e distantemente e balança sua cabeça levemente.Ela caminha por Argo e lhe dá um último amigável afago. Xena: Obrigada por almoçar comigo, mas se eu pretendo ir pra casa, eu tenho que ir agora. Ela se afasta e para na margem da grama.Ela vira-se e olha para trás melancólica. Xena: Adeus garota. Ela vira-se decidida e afasta-se, marchando sobre a areia em direção ao um cânion rochoso perto dali.Ela não tinha ido muito longe, quando Argo a alcança e cutuca suas costas com o focinho.Ela puxa sua espada e gira pra trás ofegante.Ela abaixa a espada colocando-a na bainha e coloca suas mãos na cintura. Xena: Sorrateira.Eu nem mesmo ouvi você. Ela bate em sua própria cabeça perto da orelha. Xena: E isso não é comum. Argo cutuca ela novamente. Xena: Tem certeza que quer deixar o paraíso para seguir uma ex-senhora da guerra para os deuses sabem onde? Argo relincha alto e trota no chão. Xena: Certo, mas lembre-se que a idéia foi sua! Ela olha a égua descrente. Xena: Supostamente você não me deixaria montar, deixaria? As orelhas de Argo se agitam e ela buga indignada, um som que soa quase como uma gargalhada.Xena ri também. Xena: Veremos.Se você ficar comigo, terá que ganhar seu próprio sustento. Elas continuam a andar e chegam no cânion, e atravessam até chegar a uma alta torre de abismos.O caminho para o cânion é estreito, ventando atrás e adiante entre altos rochedos e poucas árvores secas. O sol causa profundas sombras nas partes mais baixas, criando uma abençoada sombra ao longo do caminho.Leva um razoável tempo até que elas façam o caminho, caminhando silenciosamente, salvo pelo som de seus passos e do sussurro do vento. Quando elas chegam do outro lado e o caminho se torna tortuoso Xena para e olha em volta.Ela olha pro topo da colina e vê alguns seixos pendendo, seu som quase ensurdecedor naquele silencioso cânion.Xena recua encostando-se num estalagmite e puxa sua espada com um silvo metálico. Xena: Melhor ficar atrás da rocha, garota. Argo para e faz um preocupado barulho.De repente, três bem armados bandidos aparecem e começam a escalar o caminho abaixo da parece do canyon.Xena está parada mais acima com sua espada pronta.Eles estão quase nela quando fora de seu perímetro de visão, ela espia mais duas dúzias de bandidos se aproximando numa corrida há alguma distância.Ela está vastamente em desvantagem. Xena: Essa vai ser aquela disputa. Ela se encarrega dos primeiros três, habilmente desarmando o primeiro.Ela então se encontra lutando com os outros dois simultaneamente, usando espada e chakram um atrás do outro, contra as enormes, afiadas e brilhantes espadas deles.Ele encostan-se na rocha e ela os põe na defensiva, com um olho constantemente checando o progresso dos outros que ainda estão se aproximando.Finalmente ela pula e chuta os dois na cabeça, mandando-os para trás, justo quando o primeiro retoma sua espada e os outros aproximam-se mais. Descendo um pouco a estrada, Argo relincha alto e Xena olha para cima para ver a égua agachada , convidando-a a subir a bordo.Xena não espera um segundo convite.Ela corre dando um salto mortal e girando no ar, para aterrisar nas costas da égua surpresa. Xena: Yahhh! Argo levanta enquanto Xena olha para trás para seus perseguidores, um deles se apressou correndo e os alcança.Xena assobia baixo, sob um suspiro e inesperadamente Argo escoicea, mandando o homem voando para trás. Xena: Bom, nós somos danadas.Vamos garota, hora de correr.Yahhh! Argo quase levanta vôo e rapidamente alcança o caminho para cima.Sem tempo, ela sobre e então quase vôa como o vento, velozmente cruzando o deserto.Xena curva-se para baixo e seu turbante se desfaz.Ela o agarra antes dele voar pra longe e segura-se com o vento agitando selvagemente seu cabelo.Finalmente, quando ela está certa de que há uma distância suficiente entre elas e os bandidos, ela induz Argo a voltar a caminhar. Xena olha para Argo maravilhada, e Argo vira sua cabeça e olha para ela, sua expressão convencida do jeito que um cavalo pode aparentar. Ela está respirando pesado, e ela curva seu lábio imprudentemente como se estivesse sorrindo para Xena. Xena: Obrigada.Assobio?Eu acho que nós podemos aproveitar isso.Acho que o mínimo que posso fazer é nos dar um descanso por um tempo. Ela desmonta de Argo e elas começam a caminhar novamente.Argo ocasionalmente cutucando o braço dela, mordendo o tecido que cobre seu ombro. Xena: Como eu vou te chamar, hein garota?Você é maior do que a vida. Ela para, olha para a égua e coça seu pescoço. Xena: Que tal Argo? Argo bufa em aprovação. Xena: Então é isso, Argo. CORTA PARA: Externa - Oasis no deserto - Noite - Presente - Tempo de X&G Xena e Gabrielle estão agora estendidas no cobertor, olhando para as estrelas.O fogo está queimando baixo, crepitando ocasionalmente.O único outro som é o vento cortando pela lagoa, e o leve respirar de vários cavalos e duas quietas vozes. Gabrielle: Argo? Xena: Sim.Quando Jasão encarregou Argus de construir Argo, ninguém nunca tinha visto um barco como aquele.Era maior do que a vida. Gabrielle: Oh, Entendi.Ela era uma égua incrível.Aposto que ela te tirou de várias encrencas. Xena: Pode apostar. Xena: Aquela vez com Salmonius e a água gaseificada dele, eu acho que foi naquele momento que eu e Argo nos entendemos.Depois daquilo, eu não tinha mais medo dela. Xena rola de lado e preguiçosamente brinca com o cabelo de Gabrielle, afastando-o do rosto dela. Xena: Eu lembro de dizer a você que eu sabia que estaria em casa novamente...que você arriscou sua vida para tentar me levar pra Amphipolis.Gabrielle, a verdade é que naquela noite eu fiquei acordada por um longo tempo, apenas olhando você dormir.Eu Acho que foi quando algo dentro de mim me fez perceber que eu já estava em casa. Gabrielle olha para ela, seus olhos refletindo a forte união entre elas.Ela aproxima-se e sem dizer nada, puxa Xena para um longo beijo. FIM DO ATO 1